Do morro eu vejo toda a cidade, linda, bela, inigualável, inconfundível, inseparável. Vejo pessoas andando, correndo, amando, odiando, se irritando, rindo; enfim, muita coisa.
Do morro eu me sinto imponente, forte, corajoso, invencível (às vezes), dono do mundo. Lá de cima as pessoas parecem ser menores, eu pareço ser grande, quase posso aperta-las com minhas mãos. Se sonho, sonho grande; se tenho pesadelos, dos mais horripilantes. Nada se compara a estar lá no alto do morro.
Da Planície eu vejo as pessoas do mesmo tamanho que eu, vejo os carros andando ao meu lado, até o cheiro das coisas e pessoas eu sinto, fico tão perto das pessoas que quase me misturo a elas. Aqui em baixo tenho tudo por perto, me sinto útil, me sinto participante, me sinto alguém.
Da Planície as pessoas me vêem como semelhante, sabem quem eu realmente sou. Posso não ver o céu tão perto, mas vejo sim tudo o que ele me oferece de MUITO perto.
Do Morro eu vejo o sol tão perto que quase posso tocá-lo, mas seu calor e esplendor é tão grande que me sinto tão pequeno, tão insignificante, tão “ninguém”.
Da Planície eu vejo o sol nascer por de trás do morro, tão lindo e imponente que me deixa maravilhado por poder aprecia-lo em meio a tudo aquilo que ele alimenta, supre e embeleza.
Tantos lutam tanto para conseguir subir em cima de morros que os fazem se tornar arrogantes, tão vazios, se achando superiores, tão donos de si e um dia percebem que o Sol da Justiça é infinitamente superior a eles, infinitamente maior do que qualquer coisa que eles possam, um dia, se tornar.
Há ainda aqueles que preferem ficar onde lhes cabem, onde todos estão, onde ele sabe quem ele é, perto das pessoas, vendo-as da forma que elas são, não do jeito que aparentam. Esses porém, quando vêem o Sol da Justiça, O vê como Ele é e o que Ele representa a tudo e a todos.
Onde você quer estar? No Morro ou na Planície?
11 janeiro, 2011 no 8:56 am
good