Estou a caminho de uma boa escrita para um conto, mas sabe quando o tempo te inveja e não permite a escrita? ou a caminhada? tempo invejoso!
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Pheebe
Quando Pheebe era uma pequena menina, costumava ouvir sua mãe cantando para ela antes de dormir.
Sua mãe cantava desde musiquetas infantis, até clássicos do rock ‘n roll para que Pheebs dormisse.
Sempre, mamãe lhe dava uma xícara de leite quente e dizia com uma doce voz: – Filha está na hora de irmos dormir, não acha?! (com um lindo sorriso que nunca será esquecido). Ai então, subíamos, escovávamos os dentes juntas e ela me levava para meu quarto. Lá, ela me punha na cama e me cobria, então iniciava uma musica, sempre com uma luz baixa e o ar quente que vinha do aquecedor. Era engraçada a maneira em que ela fazia, pois, começava baixo para que eu dormisse, mas logo ficava alto e ela se empolgava, em algumas músicas ela saia dançando com a mão na frente da boca como se tivesse um microfone. Eu me lembro de rir e me sentir amada por aquela dança e musica, pois, sei que todo aquele espetáculo era para mim, ela se empolgava, pois tinha uma platéia que a adorava. Então, quando Caroline terminava de cantar, ia em direção de Pheebe, lhe dava um beijo e dava boa noite; quando saia do quarto, apagava as luzes e deixava a porta entre aberta e sem que Pheebs percebesse, ficava olhando preocupada com a pequenina e esperando uma linda mulher crescer com tudo de bom que ela tenta ensinar.
Era sempre uma satisfação esperar pelas noites de “cantoria” na casa dos Garay.
Passando-se alguns anos, Pheebe começou a frequentar a escola e contar para suas novas amigas a respeito de sua maravilhosa mãe e de suas noites de cantorias. Algumas de suas amigas, sempre pediam para seus pais para que pudessem ir à casa de Pheebe para poderem ver esses momentos de cantoria e distração. (só que nunca perceberam que era mais um momento mãe e filha que um momento de distração; pois, Caroline teve, desde cedo, cuidar de Pheebe sozinha, pois seu marido havia morrido num trágico acidente de carro.)
Carol sempre se preocupou em não só cantar boas músicas, mas também, músicas que tocassem o coração de sua pequenina filha. Então sempre a levava a uma pequena loja de disco que havia na cidade. Era uma loja bem aconchegante, simples, com uma porta de entrada e um vidro grande escrito: Loja do Mooh, bem grande e vários sucessos da época com preços, era meio confusa a fachada, mas era A fachada.
O Mooh, nossa… o que falar do Mooh?! Ele era uma das melhores pessoas da cidade – que não tinha muita – e sempre a fazia rir quando iam lá.
Depois de algum tempo, Pheebs ia à loja do Mooh sozinha e passava a tarde inteira lá, pesquisando músicas, bandas, sucessos, pois isso foi se tornando sua paixão.
Carol sempre trabalhou demais para que pudesse oferecer uma boa vida para Pheebs. E numa manhã de chuva, na verdade, uma tempestade, Carol sofreu um grave acidente de carro e foi levada ao hospital da cidade, mas nada puderam fazer; ela faleceu.
Pheebs ficou alguns meses morando sozinha, mas ninguém fazia idéia da falta que ela sentia das músicas que sua mãe cantava todas as noites. Ela demorava muito para poder dormir, pois a falta que ela tinha a impedia de dormir. Alguns meses se passaram e Pheebs foi morar com uma amiga. Sua melhor amiga na época morava sozinha também, pois sua mãe estava internada numa clinica de reabilitação e seu pai estava morando em outro país em trabalho, então ela morava sozinha.
Ambas começaram a morar numa casa razoavelmente grande para as duas, alguns quartos, grande cozinha, vários espaços, uma linda varanda e com um quintal lindo na frente. As duas eram grandes amigas e Amber já tinha ido algumas vezes dormir na casa de Pheebs para poder ver sua mãe cantando para que elas dormissem. Então, todas as noites, Amber colocava um bom disco para tocar para que assim Pheebs não se sentisse tão só.
Ambas cresceram, foram para a faculdade e fizeram suas vidas longe de sua cidade natal. Quando já eram muito bem sucedidas, resolveram voltar para sua cidade natal, pois tudo o que eram, começou ali, na pequena cidade de “dois passos ao céu”.
Voltaram. Comparam uma casa e, foram morar juntas, como antigamente.
Ai então, Pheebs foi atrás de todas as coisas que tinha quando era mais jovem. Encontrou sua antiga casa, estava tudo caindo aos pedaços, pois os últimos moradores destruíram a casa. Vendo tudo isso, Pheebs comprou a casa e começou a reforma.
Ela queria que tudo ficasse como era antes de ela sair da cidade. Mas, desde que chegou à cidade, suas lembranças ficaram cada vez mais forte, de tal maneira que não conseguia aguentar. Amber voltou a ficar preocupada com essas lembranças de Pheebs, pois, não era fácil ficar com ela quando se lembrava de sua mãe e de seus momentos juntas.
Amber tinha se tornado uma grande estilista e Pheebs uma grande cantora e música. Então, enquanto Pheebs busca sua identidade na pequena cidade, Amber tratou logo de abrir uma loja de sua marca na cidade e trazer turismo para que a cidade se tornasse uma cidade com um maior consumo de roupas. Pheebs trouxe alguns repórteres para a cidade em buscar do por que ela voltou para sua cidade. Por mais que tentasse, os repórteres não desgrudavam de seus pés. Vários dias se passaram e a loja de Amber já estava quase em funcionamento e a casa de Pheebs quase pronta também.
Numa certo dia, Amber e Pheebe estavam juntas se lembrando de suas infâncias e todo o resto, quando se lembraram de loja do Mooh. Foram correndo para a loja, passaram no farol vermelho, buzinavam para todo mundo e aceleravam com belos sorrisos em seus rostos. Chegando à loja… viraram apenas lixo e vidros quebrados num espaço que já não eram uma loja, tudo isso junto a uma placa escrito: Vende-se. Ambas choraram, pois ambas viviam nesta loja e agora nada mais existe.
Voltaram chorando para casa. Passaram a noite inteira chorando. Quando seus olhos já não aguentavam mais de tanto chorar, vermelhos e inchados, dormiram.
Na manhã seguinte, Pheebs foi saber o que aconteceu com a loja e o Mooh. Algumas pessoas não sabiam dizer, outras mandavam ler nos jornais antigos porque não lembravam, mas alguns outros diziam que Mooh foi morar numa cidade perto dali. Ela foi à biblioteca da para saber o que aconteceu com Mooh e sua loja. Não conseguiu descobrir nada, mas confirmou que ele foi morar numa cidade próxima.
Pheebepegou seu carro e foi para lá. Chegando à cidade, saiu a perguntar por Mooh, mas ninguém sabia quem era Mooh, nunca tinham ouvido falar nesse tal homem.
Então, passeando pela cidade, viu um homem muito parecido com Mooh. Correu até ele e disse: – Com licença, Mooh?! O tal homem olhou assustado e disse: – Como você sabe este nome?! – Sou eu Mooh, Pheebe; se lembra?! Ela replicou. Ele com um imenso sorriso, uma lagrima saindo de seu olho, a abraçou. Então, se olharam e ele perguntou: – O que faz aqui? Ela: – Fui à sua loja e… – Eu sei! Ele disse.
- Vamos a uma lanchonete para conversar. Ele a convidou.
Ficaram horas conversando, falando sobre várias coisas que aconteceram em suas vidas.
Conversa ia e vinha até que Pheebe perguntou o que tinha acontecido com sua loja. Ele com lagrimas nos olhos perguntou a ela quando foi a ultima vez que ela tinha visto um disco de vinil pela ultima vez, ela disse que não fazia muito tempo. – Você o comprou? Ele perguntou.
– Não! Era de um amigo.
- Sabia, pois quem mais compra vinil a não ser alguns colecionadores, me diz?!
- Mas tem os CD’s…
- Eu sei, mas lá em Dois Passos ao Céu só se ouve músicas compradas pela internet. Ninguém mais ia à loja, ninguém.
- Eu sei como é isso, eu mesma vendo mais cd’s e músicas pela internet que nas lojas. Lamento Mooh.
- Falando nisso, por que aqui ninguém sabe quem é você? A cidade é menor que Dois Passos ao Céu. Pheebe perguntou com uma imensa interrogação na expressão.
- Aqui todos me conhecem por Muchello, meu verdadeiro nome. Mooh era o nome que meu pai me chamava, era mais fácil. (terminou com um sorriso)
- Huummm… entendi! (respondeu com o sorriso que anos ela não dava)
Então, Pheebe com um rosto muito sem respostas, perguntou a Mooh o que fazer. Ele disse o que tinha feito quando não viu saída.
- Eu peguei meu carro, botei uma boa musica para tocar e sai sem rumo, sei que não fui muito longe, mas deixei tudo para trás, não sou mais afetado com aquelas coisas.
Ela baixou sua cabeça, levantou da lanchonete e voltou para sua cidade. Chegando lá, gravou num cd várias das musicas que sua mãe cantava, pelo menos as que ela mais gostava, pegou seu carro, botou as musicas para tocaram e saiu sem rumo em busca da cura para a falta que sentia.
Anos se passaram, até agora nenhuma noticia de Pheebe, só a coleção de musicas que ela guardou durante todo o tempo de sua vida.
Armando e Margarida
Ele sempre sorrindo, olhos claros, alto, corajoso, um sorriso arrebatador e certamente fora esse o motivo de ela se apaixonar por ele.
Ela sempre com a cara amarrada, baixa, olhos escuros, medrosa e extremamente tímida, talvez fora esse o motivo de ele se apaixonar por ela.
Ele nasceu e vive em uma grande cidade, e ela, nasceu e vive em uma pequenina cidade do interior. Esta fora a primeira vez em que ela visita a praia, ele… ele sempre foi à praia com sua família.
Essas foram as primeiras férias em que a família de Margarida se reunira para conhecer a praia.
O nome dele era Armando e o dela Margarida.
Ele todo corajoso, no momento em que a viu, andou “malandramente” em sua direção e quis “puxar” assunto com ela. Margarida não pensou duas vezes, saiu correndo de medo dele, tímida e do interior, medrosa que só ela, correu de medo. Armando sem saber ao certo o que acabara de acontecer, saiu assoviando e um pouco vermelho pela situação meio constrangedora.
Dia seguinte, estavam os dois outra vez, mesma praia, mesmo sol, mesma brisa e ela lá, sozinha.
Armando vivia cheio de amigos, sempre tinha alguém ao seu redor. Margarida sempre sozinha ou com seus pequenos primos, familiares… às vezes.
Ele educado, pede licença para seus amigos e vai em direção da bela garota.
Chega devagar e com um sussurro bem receoso diz: – Com licença?!
Ela assustada outra vez, do jeito em que estava corre para trás dizendo: – Quem é você?
Ele, com um leve sorriso no rosto – de nervoso – diz: – Sou Armando! Qual é o seu nome? – Margarida… disse ela ofegante.
- Prazer, Armando disse estendendo a mão para a moça. Ainda assustada, Margarida o cumprimenta e se levanta pedindo perdão pelo que fizera.
Inteligente que só ele, mostra AQUELE sorriso para a linda e tímida moça, dizendo: – Não se preocupe, entendo… cidade grande, muitas pessoas, muitas coisas, é normal se assustar. (pode apostar que naquele momento ela já estava se derretendo para ele)
Todo simpático, estendeu a mão e disse: – Venha comigo, vou te mostrar algumas pessoas; não precisa se preocupar é só para que você não fique mais sozinha. (sorrio de novo)
Ele a trouxe até o calçadão da praia e a apresentou para alguns de seus amigos. Mesmo com aquele rosto meio fechado – pela timidez – todos gostaram dela.
Armando a convidou para um passeio pela praia, medrosa do jeito que era não aceitou e disse que precisava ir embora, pois seus pais com certeza já a estavam preocupados com ela. Disse até logo para Armando e correu para longe.
Todos os amigos de Armando disseram: – Cara, ela é bonitinha e tal, mas não é para você. Você é popular, todos gostam de você e quem é ela, vem do interior, ninguém fala com ela… por favor Branco – era seu sobrenome – esquece ela meu…esquece!
Enquanto isso, ela tinha que se explicar para seus pais o porquê da demora para voltar e quem era o rapaz que fala com ela. Por mais que ela falasse que era apenas um rapaz que quis dizer oi, eles não acreditavam e disseram: – Não queremos que você fale com aquele rapaz, ouviu Margarida? – Sim, ela disse.
Correu com lagrimas nos olhos para seu quarto – alugado de pensão na praia – e chorando se lembrava da tarde que teve. De tanto chorar, pegou no sono.
Armando passou a noite com seus amigos numa pizzaria, mas para dizer a verdade, era bem provável que ele não estivesse com a mínima vontade de estar ali.
A única coisa que passava em sua cabeça era: – Como Margarida é doce, linda, tímida, baixinha, olhos escuros… e viajava em seus pensamentos.
No dia seguinte, Armando levantou-se super cedo para que pudesse encontrar a moça que estava arrebatando o seu coração. Correu para a praia e nada… esperou até a hora do almoço, e nada… voltou à tarde, nada outra vez.
Branco, como seus amigos o chamavam, ficou tão triste que seus amigos não o reconheceram, e se perguntavam o que poderia deixar o rapaz mais feliz de toda a cidade triste daquela maneira.
Ele, triste, voltou para sua casa e não saiu de lá pelo resto do dia. Dia seguinte. Corre Armando para a praia para ver se Margarida estava lá. Passou o dia inteiro à procura da moça e nada. Não almoçou, não jantou, não saiu com os amigos, apenas ficou sentado esperando a linda jovem que lha não saia da cabeça.
Os dias foram se passando, as aulas voltaram e a tristeza de Branco só aumentava. Seus amigos não acreditavam no que viam. Um rapaz que nunca havia deixado a tristeza ser aparente, deixando aquela tristeza profunda não só tomar conta de si, mas de todos ao seu redor.
Aos poucos ele foi perdendo seus amigos, seus pais extremamente preocupados, o mandaram para um hospital para que ele pudesse se tratar.
Armando passou anos naquele hospital, até que um dia os médicos o liberaram para voltar para casa, pois ele havia tido uma pequena melhora.
Durante todos esses anos, Margarida nunca tirou aquele rapaz lindo de sua cabeça. Sempre guardou sua imagem em sua mente e em seu coração, pois ainda tinha esperança de revê-lo algum dia.
Ele terminou a escola e entrou na universidade – ela foi o orgulho de toda a cidade, pois fora a primeira jovem da pequena cidade a entrar na universidade – e se mudou para uma cidade grande.
Ela se tornou enfermeira. Então, voltou para sua cidade para ajudar as pessoas de sua pequena comunidade, mas não deixava de estudar.
Alguns anos se passaram, e tornou-se médica.
Por causa de sua vida, acabou se casando com um famoso médico e tiveram apenas um filho. Por uma grande insistência dela, o nome do garoto fora: ARMANDO.
(ela se sentia culpada por estar traindo seu verdadeiro amor, por isso, resolveu aliviar essa culpa o homenageado colocando seu nome no filho)
Armando depois de anos de depressão, tristeza, enfim… ele desenvolveu algo em seu organismo que o cortava inteiro sem explicação, nenhum médico sabia o que ele tinha.
Os cortes apareciam e não sumiam com facilidade, poucos cortes sumiam, mas deixam marcas profundas.
Muitos e muitos anos se passaram.
Num certo, o marido de Margarida, sofreu um grave acidente de carro e faleceu, seu filho crescera e se tornara um rapaz lindo, corajoso e com um sorriso arrebatador. Sua mão quando o via, via Aramando.
Armando, o filho de Margarida, se apaixonou por uma moça e se casou com ela e foi morar bem longe de sua mãe por causa de seu trabalho.
Margarida se tornou uma famosa especialista em casos estranhos – pois, pensava que se afundasse nos estudos, esqueceria Armando -.
Os pais de Armando já haviam morrido e ele cuidado por pessoas voluntarias de um hospital.
Esses voluntários leram em uma revista a respeito da tal Dra. Margarida e resolveram levá-lo até lá.
Antes de levá-lo, tiveram uma boa conversa com a Dra. Margarida e contaram o caso. Ela de imediato pediu a presença do tal paciente para que pudesse examiná-lo.
Já de certa idade, quando viu o tal paciente, caiu no choro e correu para sua sala.
Todos ficaram sem saber o que estava acontecendo.
Tentaram conversar com ela e nada de explicação. Até que ela finalmente resolveu ver o paciente outra vez.
Enquanto Dra. Margarida examinava Armando, ele a olhava de cima em baixo, prestava atenção a cada movimento dela, todos abismados olhavam a cena, e as lagrimas caiam dos olhos de Margarida.
Ninguém o via tão atento a alguém como eles estava em anos, e a Doutora? Por que ela chorava tanto?
Com todos os exames em mãos, a noticia dela fora igual a de todos os médicos, não tenho a mínima ideia do que está acontecendo ao Sr. Armando, mas gostaria de tê-lo neste hospital para que eu posso cuidar do caso dele pessoalmente.
Os tais voluntários pensaram por alguns instantes e decidiram deixá-lo lá.
Ela não se contia, queria vê-lo a todo o momento, tocar nele, olhar em seus olhos e ainda não sabia o porquê de tudo aquilo. O Sr. Armando também não sabia o porquê aquela doutora chamava tanto sua atenção e também o porquê de ela querer tanto tocar nele, querer vê-lo tantas vezes.
A Dra. Margarida fez uma pesquisa a fundo na vida do tal paciente e descobriu quem ele realmente era. Em um seguindo, toda sua vida passou em sua mente. Aqueles dois dias na praia, o momento em que aquele lindo moço veio falar com ela pela primeira e por causa de sua timidez, saiu correndo de medo, – enquanto lembrava se batia e dizia em alta voz: – Idiota! Idiota! Idiota! Por que não disse oi aquele dia, por que não saiu com ele? Ninguém entendia o que estava acontecendo – aquele dia sentada na praia e ele quase balbuciando com medo de eu correr de novo, se apresentou e me levou para conhecer seus amigos… tudo foi perfeito! Pena que não pude curtir isso.
Com um rosto de decepção, frustração, raiva e desespero, abaixou a cabeça e chorou.
Durante dias a Dra. Margarida não visitou seu paciente, o caso dele ficou muito grave.
Ligaram para ela e ela foi obrigada a comparecer ao quarto do tal paciente – ela era medrosa demais para enfrentar a realidade, ele estava à sua frente outra vez – e ao ver o Sr. Armando disse bem baixo, quase balbuciando: – Com licença? Eu sou Margarida. O coração do paciente disparou, todos desesperados e sem saber o porquê o coração do paciente dispara de tal forma, lhe deram um tranqüilizante e então dormiu. Muitas horas se passaram e a Margarida pediu uma reunião com a coodernação do hospital. Na reunião e ela pediu encarecidamente que eles o liberassem para que ele pudesse ser tratado por ela em um lugar mais tranquilo. Perguntaram-lhe onde era esse tal “lugar tranquilo”; sua resposta foi: – Minha casa! Todos com um riso debochado disseram: – Como assim sua casa? Enlouqueceu? Você não tem equipamentos em sua casa, você não tem estrutura em sua casa para residir com um doente e outra, para que você pretende levar o paciente para sua casa? – Acho que já descobri a cura para ele, mas só posso aplicar o tratamento nele com ele estando em minha casa! Disse a Doutora.
- Boa resposta, disse o Diretor do hospital, mas não posso liberá-lo. – Primeiro, ele não tem quem responda por ele; segundo, ele é velho e se morrer, ninguém dará falta dele.
Enquanto o Diretor do hospital estava terminando de falar, Margarida já havia se levantado e saído da sala.
Ela pegou todo seu dinheiro e comprou uma casa nas montanhas, comprou todos os equipamentos necessários e numa noite, sequestrou o Sr. Armando do hospital em que estava e o levou para sua nova casa. Nunca mais apareceu no hospital, jogou seu celular fora, enfim, ficou completamente sem comunicação.
O Sr. Armando não tinha reação alguma, pois estava muito debilitado e fraco. Ele apenas perguntava: – Por que você esta fazendo isso? Você vai me matar? Para onde você levar?
Quando chegaram à casa comprada pela Margarida e o perguntou: – Você sabe quem eu sou? Ele com os lindos olhos claros que tinha a olhava com um olhar tremulo e temeroso, mas disse: – Acho que sim, sinto algo forte quando você está perto de mim, não sei explicar e aquele dia no hospital você disse as mesmas palavras e do mesmo jeito que uma vez eu falei com alguém que marcou minha vida. (os olhos de Margarida não aguentaram tantas lagrimas e soltaram algumas que pingavam fortemente o chão de madeira)
Margarida com a voz embargada respondeu assim: – Eu há muitos anos, visitei a praia pela primeira vez com toda a minha família, nesta visita à praia conheci um garoto lindo, alto, corajoso e com um sorriso arrebatador que marcou a minha vida. (ele não conseguia se mexer, então ela enxugava as lagrimas que saiam dos olhos do Armando)
Os dois naquele momento não conseguiam acreditar que se encontram outra vez. Isso, apesar de seu um de seus grandes sonhos e te terem esperança, era algo inacreditável, e da maneira que aconteceu, foi incrível.
Ai então começaram a contar o que se passara em suas vidas e Armando disse que depois que ela se foi, ele ficou tão triste que passou anos em um hospital e que depois aqueles cortes em seu corpo começaram a aparecer. Ela contou que se casou e teve apenas um filho e o nomeou de Armando em sua homenagem, pois, nunca perdoou a si mesma por não ter lutado por seu amor.
Continuou dizendo que sempre foi medrosa, não tinha forças para lutar e por isso, não seguiu em frente com tudo o que queria, a solução foi se enfiar nos estudos e pela convivência, se casou com um médico. Mas durante todo o tempo, sentia como se o estive traindo. E Armando disse que tinha certeza, mas nunca contou a ninguém que, aqueles cortes que estavam aparecendo em seu corpo era uma forma de punição que de algum modo ele desenvolveu para se castigar por não ter ido atrás dela, por não ter lutado por aquilo que ele sentia. Mas, Margarida disse a ele naquele momento: – Armando, você não tem culpa, na verdade, acho que nenhuns de nós têm culpa nisso. Eu já me culpei por tanto tempo, e você também, mas agora acabou só quero que você saiba que você me fez forte, o meu amor por você me fez chegar até aqui. Você salvou minha vida, pois se eu continuasse a viver do jeito que eu era talvez estivesse vivendo no mesmo vilarejo em que nasci. Você me transformou, obrigado!
E como sempre, ele mostrou seu sorriso – que já não estava tão lindo como antes, mas que ainda arrebatava o coração de Margarida – e disse: – Isso tudo é passado, vamos olhar para o futuro, agora você esta comigo, isso é o que eu esperei minha vida inteira, agora é real.
Depois de alguns meses em que os dois estavam juntos e Margarida cuidava de Armando, seus cortes já estavam sumindo, ele foi ficando melhor. Depois de um pouco mais de um ano, ele já conseguia se mexer sem ajuda e estava voltando a ficar forte.
Alguns anos se passaram e Armando já voltara a andar e seus cortes… não tinham mais nenhum corte, apenas cicatrizes. Até que um dia, ambos muito velhinhos, Armando adoeceu e Margarida teve que levá-lo a um hospital próximo para que fosso melhor tratado.
Até que chegou o dia se sua morte, e lá em seu leito disse à Margarida: – Eu te amei minha vida inteira; quase morri por isso, mas esse mesmo amor me curou, o seu amor, o seu carinho e cuidado me tirando das profundezas da tristeza e me trouxeram para os lugares mais altos da alegria. Só por poder está ao seu ao seu lado esses últimos anos, tudo o de ruim que aconteceram em minha vida, foi-se embora. Obrigado por ser o amor sem fim. Obrigado por ter me amado durante todos esses anos. (enquanto ele dizia essas coisas, Margarida chorava compulsivamente, e o via ali deitado junto com imagens dele naquela praia dizendo seu nome)
Eu estive doente de amor. Hoje, fui curado pelo mesmo amor. Eu te amo! (e foi-se)
Margarida deitou-se em seu peito e grita: – Não! Não! Não! Não vá sem mim! Não! E todos tentavam acalmá-la. Colocaram-na em uma sala para descanso e enquanto estava lá, suspirou dizendo: – Eu vivi para te amar, enquanto não fiz isso, vivi. Agora você se foi de vez, não tenho mais motivo para viver! (ela naquele momento perdeu suas forças e caiu sem sinais vitais)…
Hoje os dois vivem um lindo amor no lugar perfeito.
[desculpem-me os erros. agradecido estou por terem lido este texto]
O Índio e a Inca.
Quando o mundo não era mundo e a civilização era civilizada, um ìndio e uma inca se conheceram.
No momento em que ambos se viram, os olhos de ambos brilharam como nunca brilharam antes, o coração de ambos começou a bater tão rapido que daria uma volta ao mundo em um dia apenas. Eles não conseguiam se separar.
Tudo isso aconteceu durante uma reunião de importantes representantes de tribos nativas de todos os lugares do mundo. Junções como essa não eram comuns, pois, cada tribo tinha sua própria cultura e costume. Mas por incrivel que possa parecer, aconteceu de um sentimento estranho mexer com ambos.
Mãos secas, mãos suadas, alegrias, tristezas, vontade de correr sem sair do lugar, sensações estranhas eles começaram as experimentar. Desesperados, procuraram seus lideres para saber o que deveriam fazer para que aquilo passasse, mas ninguém conseguia ajudá-los, pois, além de nunca terem sentido algo parecido, estavam todos preocupados com a grande reunião.
A tribo Inca por sua vez, era dentre todas as que lá estavam, a mais conservadora e não admitiam que pessoas de sua tribo se envolvessem com pessoas de outras tribos e outras culturas. Então, logo que eles começaram uma amizade, tiveram de ser separados, pois a pequena inca foi proíbida de falar com o pequeno indio.
Essa separação causou uma grande dor no coração deles pois isso nunca havia acontecido com eles. A tristeza era visível em seus olhos.
Todos queria o melhor para eles, mas nessas situações, nunca se sabe realmente qual é a melhor coisa a fazer.
Os dias foram se passando e eles só se viam de longe e não podiam mais se tocar, se falar e isso foi quase que a morte para eles.
Nos últimos dias, a grande reunião estava chegando ao fim, ai ela conseguiu escapar da vigilância de seus lideres e correu para falar com o pequeno índio.
Coitado do pequeno índio, pensando que ela veio para dizer que ficaria com ele, teve que ouvir um doloroso adeus.
Seu coração tornou-se em pequeninos pedaços de uma esperança que estava no fim da vida. Triste ouvir tal coisa.
O fim foi ouvir: – Você será um ótimo marido, um ótimo pai e você tem um coração muito bom.
Naquele momento, ele não pôde falar o que realmente queria, que era: – Eu quero ser o seu marido, fazer você feliz, meu coração quer ser bom com você e com ninguém mais. Mas, com o coração em pedaços, não pôde.
Agora ela está de volta ao seu lugar de origem e ele em sua pequena tribo, fazendo todas as suas outras coisas, mas com uma diferença, nada mais faz sentido sem aquela pequena inca.
[Sentirei saudades dessa pequena peruana]
O pássaro e o menino.
Certa feita, um garoto encontrou um pequeno pássaro.
O passarinho disse:- Menino, você sabia que você pode voar?
O Menino olhou em direção ao passarinho e disse: – Como? Como eu posso ouvir você falar comigo e ainda dizendo que posso voar?!
Simples, disse o passarinho, você é uma ótima pessoa e seu coração é puro.
Ai então, o menino se interessou pelo assunto.
Foi quando perguntou ao pássaro: – Então como é que eu posso voar? Feche os olhos, ele disse, agora sinta que tudo você pode fazer. Sente? Ele disse: – Sim. Sinto.
Você está voando!
Então o menino abriu seus olhos rapidamente para se ver voando, quando olhou, estava no mesmo lugar.
Então disse: – Pássaro mentiroso!
O pássaro disse: – Como assim? Eu disse que você poderia voar e você voou. Não voei, disse o garoto.
Então, disse assim o pássaro:- Quando eu nasci, eu não voava, e se num certo dia eu não tivesse me jogando num sentimento chamado coragem, que sempre diz: – não há o que eu não possa fazer, eu com certeza não voaria.
Agora voe!
[homenagem a um grande amigo por seu aniversário. parabéns Diego]
[ouvindo leeland. aliás, como a semana inteira]
Amo…
30 anos atrás. Quando era pequeno, eu. Subia em cima de árvores, em cima do telhado… Caia… Sempre! Legal! Era legal, tudo! Era divertido.
Lembro-me, como se fosse hoje, brincando eu estava no quintal e vi quando todos, como dizem, amigos, lá brincando… Bem… Eu não, estava eu sozinho…
Tão triste aquele dia. Engraçado. Que momento engraçado em meio àquele momento de tristeza.
Triste, estava eu pensando: como podem brincar sem Eu?
Eu olhei para o outro lado da rua… Que legal… Vi! Como se fosse hoje… Aquela moça linda… Perfeita! Perfeita… 1 minuto se passou e eu… Eu… Pensando ainda na beleza daquela menina. Loira, olhos claros, Tão branquinhos… Quase rosa! Lábios finos, cabelos… Nossa! Lindos longos, Magrinha, com um lindo… Lindo… O mais lindo sorriso que já vi na vida!
Quantas lembranças… Como é bom lembrar-se desses momentos!
Continuo em minhas lembranças… Lembro-me que quando entrei na escola. Eu tinha poucos amigos, mas eu. Pensei assim: vou sair! Não agüento! Mas… Olhei ao longe, outra vez, aquela visão. Linda de morrer… Coff Coff… Desculpe! Não me fale em morrer ainda.
Mas enfim. Tenho que ser rápido e claro. Veio ela de longe e deu-me um oi, balançou as mãos e outra vez… Sorriu. Eu nunca mais pensei em ir embora. Ela, sem saber, salvou minha vida.
Quando sai, terminei meu curso escolar. Chamei-a para um baile de formatura. Nossa! Foi o máximo. Dançamos… Nossa, como dançamos. Não conte-a, mas, pisei tantas vezes no pé dela… Que ódio! Que vergonha! Bebemos. Conversamos. Então! Não agüentei mais. Disse a ela que… Meu Deus! Não acredito que disse. Eu amo você. Meu coração estava disparado… Batia rápido e mui forte… Deus do céu! Mão suava. Fria estava. Olhos trêmulos. 1 segundo… Silêncio. Tudo pára. Deus do céu! Olhei nos olhos dela, que estavam vermelhos de sono. Esperei. A boca dela começou a si abrir, quando ouvi, quase balbuciado, EU TAMBÉM. Deus do céu! Como um filme. Tudo passou na minha frente. Desde quando nos conhecemos, aquele dia na rua, eu de um lado, ela do outro… Que legal! Ela disse-me: Desde aquele dia na escola. Você olhou-me e seus olhos… Seus olhos… O quê? Disse eu. São os mais lindos que já vi. Eu, coitado de mim. Chorando estava. Disse: Oh, Deus do céu! O teu sorriso salvou minha vida.
Ali, naquele momento, encontrei o amor da minha vida. Que engraçado. Num único momento, descobri duas coisas. Alguém me ama e encontrei o amor da minha vida. Que triste. Ela salvou a minha vida. Eu… O que será dela agora? Você por favor, diga a ela que… O que dizer… Não sei! Minha mão está trêmula… Não consigo escrever mais. Ajude-me. Você que está lendo, diga… Não. Envie esta mensagem pra ela… Diga… Aliás.
Saiba que apenas a imagem dela, fez com que eu ficasse vivo até agora. Tenho neste momento sua imagem em minha frente. Linda. Com aquele sorriso arrebatador. Segurou-me vivo e feliz. Agora. Morte… Quase estou. Mas antes… Ti digo: Eu…….am……o…. Pi Pi Pi Pi Pi………..